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Fui até ao sitio mais longe que a minha mente me permetia chegar. O mais remoto, o mais desconhecido e o mais temido. Cheguei a um lucal vazio. Um deserto de areia negra onde nao se via o horizonte e o vento fazia levantar uma poeira densa e cerrada que nao permetia ver a própria sombra. Não havia pedras, plantas, água, cores ou montanhas. Não havia nada onde procurar. Fui então ao oposto. Uma floresta cerrada onde o sol nao conseguia esgueirar-se entre as altas ramagens e tocar o solo. Mas aí havia muito onde procurar! Procurei debaixo das pedras, atrás de cada árvore, dentro dos pequenos e dos grandes arbustros, no meio de uma flor, no dorso de um felino, na boca de um jacaré, entre as ondas de um rio. Corri atrás de gazelas, esperei por caracois atrasados e até acompanhei a cigarra na cerenata e nada! Não encontrei! Percorri tudo! Até no ninho de um equeno cucu e dentro de um grande vulcão fui ver!
Foi entao que parti para grandes descobertas! Estava visto que não era na tão falada "natureza" que ia encontrar o que procurava.
Corri, então, atrás de um avião e espreitei por entre cada banco. Subi ao mais alto arranha-céus e à mais pequena e desportegida casinha. Descortinei rostos, corpos e almas. Deitei-me em camas, ouvi a música da alegria e o som da guerra. Cheirei a riqueza e a pobreza. Procurei num sorriso e numa lagrima. Procurei em todo em todo o mundo e nada. Então, cansada de procurar resolvi perguntar. Perguntei ao meu professor mas ele não me soube responder. Recorri ao directos, à minha mãe, ao meu pai, ao senhor alberto que é já bem velhinho, ao presidente da minha freguesia e ao menistro das finanças. Perguntei a licenciados e até me atrevi a perguntar a um sábio, mas todos me diziam "continua a procurar". Onde queriam que procurasse mais? A quem mais perguntar? Foi então que uma criança me perguntou o que procurava. Depois de lhe responder disse-me: - "Já procuras-te dentro do teu coração?" No meu coração? - Pensei. Que ridiculo! Se lá estivesse decerto o saberia. Mas à noite atrevi-me a tentar. Era incrivel! Não podia acreditar! Tinha dado a volta ao mundo e afinal a felicidade estava ali, dentro de mim.